{"id":4457,"date":"2025-02-17T18:50:51","date_gmt":"2025-02-17T21:50:51","guid":{"rendered":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/?p=4457"},"modified":"2025-02-17T18:50:52","modified_gmt":"2025-02-17T21:50:52","slug":"proibicao-de-celular-na-escola-e-bem-vinda-mas-nao-e-suficiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/index.php\/2025\/02\/17\/proibicao-de-celular-na-escola-e-bem-vinda-mas-nao-e-suficiente\/","title":{"rendered":"Proibi\u00e7\u00e3o de celular na escola \u00e9 bem-vinda, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A vida escolar de cerca de 47 milh\u00f5es de estudantes do ensino fundamental e do ensino m\u00e9dio mudou radicalmente no ano letivo que acabou de iniciar. Conforme a Lei n\u00ba 15.100\/2025, eles est\u00e3o proibidos de usar \u201caparelhos eletr\u00f4nicos port\u00e1teis pessoais durante a aula, o recreio ou intervalos entre as aulas, para todas as etapas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica\u201d.<\/strong><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1630579&amp;o=node\"><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1630579&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Para Danilo Cabral, 16 anos, estudante do 2\u00ba ano do ensino m\u00e9dio do Col\u00e9gio Galois em Bras\u00edlia, a medida exige mudan\u00e7a de comportamento. Vai alterar, por exemplo, a comunica\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e ou com o pai. \u201c\u00c0s vezes, no meio da manh\u00e3, eu decido que vou almo\u00e7ar na escola, e fica um pouco mais dif\u00edcil avisar aos meus pais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do empecilho, Danilo acha que \u201c\u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de adapta\u00e7\u00e3o mesmo\u201d e que vai ser \u201cmuito ben\u00e9fico\u201d, porque \u201cpara prestar aten\u00e7\u00e3o nas aulas, a gente n\u00e3o pode mexer no celular\u201d, admite cerca de dez dias depois da volta \u00e0s aulas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/LBU2_gsQIHRanWyXtfG9b9H8YmM=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/02\/14\/pzzb9039.jpg?itok=bd0OsjzR\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 14\/02\/2025 - Proibi\u00e7\u00e3o do uso de celulares nas escolas. A aluna do col\u00e9gio Galois, Joana Chiaretto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eanci\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Bras\u00edlia (DF) 14\/02\/2025 &#8211; Proibi\u00e7\u00e3o do uso de celulares nas escolas. A aluna do col\u00e9gio Galois, Joana Chiaretto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil &#8211;&nbsp;<strong>Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eanci<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Joana Chiaretto, da mesma turma que Danilo e tamb\u00e9m com 16 anos, percebe \u201cmudan\u00e7as muito positivas\u201d no p\u00e1tio da escola. \u201cAntes, a gente via todo mundo no pr\u00f3prio celular. Sem conversar, nem nada, os grupinhos separados. Agora a gente v\u00ea um grup\u00e3o de meninas jogando carta. A gente v\u00ea as pessoas conversando mais. Aqui na escola todo mundo est\u00e1 trazendo jogos\u201d, conta com entusiasmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, \u201cas pessoas s\u00e3o muito viciadas no celular.\u201d E, entre os mais jovens, \u201c\u00e9 muito dif\u00edcil. Chega a dar aquela ang\u00fastia, de querer pegar o celular, de ligar pra algu\u00e9m ou mandar uma mensagem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2>Sem fotos do quadro&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A vis\u00e3o cr\u00edtica dos dois adolescentes sobre o uso de celular no col\u00e9gio e os benef\u00edcios da proibi\u00e7\u00e3o s\u00e3o compartilhados por seus professores. \u201cMelhorou muito no quesito entrosamento dos alunos. Eles t\u00eam que conviver juntos de novo\u201d, ressalta Victor Maciel, professor de biologia do ensino m\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor observa que, sem o celular, \u201cos alunos n\u00e3o tiram mais fotos do quadro\u201d e, mais atentos, perguntam mais, tiram d\u00favidas e aprendem mais. \u201cEles t\u00eam que estar mais focados agora. A aula fica mais interessante para eles. Porque sabem que n\u00e3o v\u00e3o ter tanta facilidade depois para conseguir aquele conte\u00fado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia Belezia, coordenadora do ensino m\u00e9dio no Galois, tamb\u00e9m apoia a decis\u00e3o. Ela se recorda de que, em ano anterior, a escola flagrou alunos jogando no celular inclusive em plataforma de apostas, \u201cmuitos viciados no jogo do tigrinho e em p\u00f4quer eletr\u00f4nico. Eles faziam apostas entre eles.\u201d Como o exemplo \u00e9 uma forma de educar, a coordenadora destaca que a restri\u00e7\u00e3o aos celulares na escola \u00e9 para todos. Se estende aos funcion\u00e1rios e aos professores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/XPaMfIkX4iMwsoJ868SS3GJg53w=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/02\/14\/pzzb9334.jpg?itok=bjOrU-j1\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 14\/02\/2025 - Proibi\u00e7\u00e3o do uso de celulares nas escolas. A diretora do col\u00e9gio Galois, Dulcin\u00e9ia Marques. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eanci\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;A diretora do col\u00e9gio Galois, Dulcin\u00e9ia Marques. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom\/Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Dulcineia Marques, s\u00f3cia fundadora do col\u00e9gio, acha que \u201cganhou um present\u00e3o\u201d com a lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da Rep\u00fablica. Para ela, o aparelho celular pode ser um marcador de desigualdades sociais em fun\u00e7\u00e3o do modelo e do pacote de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao seu ver, essas distin\u00e7\u00f5es distorcem o esp\u00edrito das escolas que exigem o uso de uniforme igual&nbsp;para todos, que&nbsp;tem&nbsp;um prop\u00f3sito. \u201c\u00c9 o jeito de educar esses meninos. \u00c9 assim para igualar as crian\u00e7as e adolescentes. Para n\u00e3o trazer para dentro da escola o poder aquisitivo que os diferenciam pelos t\u00eanis e marcas de roupa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2>Projeto pedag\u00f3gico&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A escola de Dulcineia Marques, no Plano Piloto, atende a 1.198 meninos e meninas das quatro s\u00e9ries finais do ensino fundamental e dos tr\u00eas anos do ensino m\u00e9dio. A 32 quil\u00f4metros dali, em Ceil\u00e2ndia, no Centro Educacional n\u00b0 11, o diretor Francisco Gadelha atende a 1.512 estudantes dessas s\u00e9ries e tamb\u00e9m homens e mulheres de 18 a 60 anos do ensino de jovens e adultos (EJA). O diretor tamb\u00e9m faz elogios \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o dos celulares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo come\u00e7o, eu era contr\u00e1rio \u00e0 lei, por entender que o celular \u00e9 uma ferramenta tecnol\u00f3gica. Mas agora estou observando em poucos dias como est\u00e1 sendo ben\u00e9fico inclusive no comportamento. A gente est\u00e1 tendo menos brigas, menos situa\u00e7\u00f5es de bullying.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Gadelha est\u00e1 aproveitando a entrada em vigor da Lei n\u00ba 15.100\/2025 para provocar a reflex\u00e3o dos alunos e dos professores. Na prepara\u00e7\u00e3o do ano letivo, a escola adotou o livro \u201cA gera\u00e7\u00e3o ansiosa: como a inf\u00e2ncia hiperconectada est\u00e1 causando uma epidemia de transtornos mentais\u201d, do psic\u00f3logo social Jonathan Haidt, como refer\u00eancia para a cria\u00e7\u00e3o de um projeto pedag\u00f3gico em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, os tr\u00eas primeiros dias de aula no per\u00edodo diurno foram \u201ccansativos\u201d porque teve de guardar na escola 15 celulares que os alunos trouxeram de casa. Os aparelhos foram devolvidos aos respons\u00e1veis pelos estudantes. Apesar da escola retirar o telefone dos alunos, apenas um pai reclamou. \u201cEm regra, os pais est\u00e3o gostando muito\u201d, avalia o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da dire\u00e7\u00e3o da escola durante o dia, Francisco Gadelha ainda leciona para adultos no per\u00edodo noturno. De acordo com ele, a proibi\u00e7\u00e3o do celular \u201c\u00e9 mais dif\u00edcil no EJA, porque os adultos est\u00e3o mais viciados do que as crian\u00e7as.\u201d Com eles, a escola prop\u00f5e um termo colaborativo para manter os aparelhos longe das salas de aula.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2>Uso consciente&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Luiz Fernando Dimarzio, analista pedag\u00f3gico da Ctrl+Play, uma escola de tecnologia para crian\u00e7as e adolescentes em cidades do Estado de S\u00e3o Paulo, a lei que pro\u00edbe celulares \u00e9 \u201cpol\u00eamica\u201d, pois \u201ca quest\u00e3o do permitir ou proibir \u00e9 acabar indo muito nos extremos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Dimarzio opina que \u00e9 preciso buscar \u201ccomo que a gente pode utilizar isso de forma saud\u00e1vel, e ensinar o uso consciente da coisa. Eu fico pensando, ser\u00e1 que, de repente, definir momentos espec\u00edficos para uso? Para uma pesquisa, tem in\u00fameros&nbsp;aplicativos educacionais, n\u00e9? Ser\u00e1 que, de repente, definir momentos espec\u00edficos para o uso n\u00e3o seria mais interessante?\u201d,<\/p>\n\n\n\n<p>Em suas indaga\u00e7\u00f5es, o analista pedag\u00f3gico lembra que a lei faculta o uso de aparelhos eletr\u00f4nicos em sala de aula \u201cpara fins estritamente pedag\u00f3gicos ou did\u00e1ticos, conforme orienta\u00e7\u00e3o dos profissionais de educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Victor Freitas Vicente, coordenador de educa\u00e7\u00e3o do Instituto Felipe Neto, avalia que havia um clamor no pa\u00eds pela ado\u00e7\u00e3o da lei contra os celulares nas escolas \u201ce que a proibi\u00e7\u00e3o pode ser um passo importante no contexto de ambientes digitais cada vez mais t\u00f3xicos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Ele, no entanto, pondera que \u201ca escola n\u00e3o \u00e9 um jardim murado. Ela \u00e9 um polo conectado com os desafios da sociedade\u201d e, nesse sentido, \u201cprecisa preparar as novas gera\u00e7\u00f5es para os desafios que as tecnologias digitais est\u00e3o colocando, n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o ao comportamento, mas em rela\u00e7\u00e3o a uma nova ordem econ\u00f4mica, a intelig\u00eancia artificial.\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O coordenador tamb\u00e9m defende os resultados da proibi\u00e7\u00e3o do celular sejam avaliados em pesquisas sobre aprendizagem, e que seja implantada a Pol\u00edtica Nacional de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial nas comunidades escolares, que ainda n\u00e3o t\u00eam regulamenta\u00e7\u00e3o definindo as regras pr\u00e1ticas para ado\u00e7\u00e3o nos diferentes sistemas de educa\u00e7\u00e3o brasileiros. Al\u00e9m disso, ele \u00e9 a favor de&nbsp;que o Congresso Nacional retome a elabora\u00e7\u00e3o da lei sobre funcionamento das redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<h2>Redes sociais&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Thessa Guimar\u00e3es, presidenta do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP-DF) considera \u201cfundamental tirar da gaveta projetos de lei que contribuam para a regula\u00e7\u00e3o das redes sociais, compreendendo que hoje a nossa vida atravessa as redes sociais\u201d. Ela ressalta que, por causa das redes sociais, \u201cum dispositivo eletr\u00f4nico \u00e9 uma porta aberta a&nbsp;toda a produ\u00e7\u00e3o humana que existe, inclusive a produ\u00e7\u00e3o de discursos de \u00f3dio, a produ\u00e7\u00e3o de difus\u00e3o de m\u00e9todos de auto-les\u00e3o e de suic\u00eddio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Raquel Guzzo, pesquisadora e professora titular de Psicologia na PUC de Campinas, considera que as redes sociais, acessadas principalmente por meio de celulares, \u201ct\u00eam um impacto significativo na autoestima e na percep\u00e7\u00e3o de si mesmos entre adolescentes, que podem se sentir pressionados a corresponder a padr\u00f5es irreais de comportamento e est\u00e9tica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ela lembra que as redes sociais \u201cs\u00e3o projetadas para maximizar o tempo que os usu\u00e1rios passam nelas, utilizando algoritmos que promovem o engajamento cont\u00ednuo.\u201d No entanto, \u201coutros recursos do celular, como jogos e aplicativos, tamb\u00e9m podem contribuir para a depend\u00eancia, especialmente quando usados excessivamente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/BOMcD57v-9kJ-FvJoAC1Hj-amvo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/02\/14\/arte_celular_saude_mental.png?itok=r9l6xJ75\" alt=\"arte_celular_saude_mental\" title=\"Arte\/EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h2>Linguagem comprometida&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A psicopedagoga Gabriela de Martin, especialista em sa\u00fade mental pela UFRJ, avalia que a linguagem utilizada pelos mais jovens e os recursos para a escrita nos celulares tamb\u00e9m s\u00e3o comprometedores da linguagem e podem gerar barreiras quando forem buscar trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriela de Martin tem experi\u00eancia com a coloca\u00e7\u00e3o profissional de jovens aprendizes (14 a 18 anos) no mercado de trabalho, mas enfrenta, no entanto, \u201cimensa dificuldade, porque os meninos nessa faixa et\u00e1ria est\u00e3o analfabetos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cTemos uma linguagem usada nos aplicativos de mensagem que n\u00e3o t\u00eam palavras por inteiro, cheia de erros de pontua\u00e7\u00e3o. Muitas vezes \u00e9 o pr\u00f3prio teclado que vai criando o texto. Eu j\u00e1 vi muita gente que chega com 16, 17 anos sem capacidade de formular uma resposta\u201d, lamenta Gabriela.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Totalmente favor\u00e1vel \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o dos celulares nas escolas, a presidenta do CRP-DF, Thessa Guimar\u00e3es, alerta para os riscos de crise de abstin\u00eancia pela aus\u00eancia do celular, com efeitos f\u00edsicos e ps\u00edquicos, que pode acontecer \u201cna aus\u00eancia de qualquer droga, l\u00edcita ou il\u00edcita, na aus\u00eancia de um companheiro amado a partir de uma separa\u00e7\u00e3o, ou na aus\u00eancia de um dispositivo que se tornou a centralidade da vida daquela crian\u00e7a e daquele adolescente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em caso de s\u00edndrome, Thessa Guimar\u00e3es recomenda apoio familiar e busca de profissional qualificado para atendimento psicol\u00f3gico e \u201cnaturalmente, a substitui\u00e7\u00e3o progressiva da centralidade daquele dispositivo por mais comunh\u00e3o familiar&nbsp;e participa\u00e7\u00e3o em atividades paradid\u00e1ticas, extracurriculares.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso povoar a vida dessa crian\u00e7a e desse adolescente de novos interesses e de novas aberturas, para que ela possa se recuperar do v\u00edcio e explorar outras potencialidades.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida escolar de cerca de 47 milh\u00f5es de estudantes do ensino fundamental e do ensino m\u00e9dio mudou radicalmente no ano letivo que acabou de iniciar. 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