{"id":5107,"date":"2025-06-27T17:21:48","date_gmt":"2025-06-27T20:21:48","guid":{"rendered":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/?p=5107"},"modified":"2025-06-27T17:21:50","modified_gmt":"2025-06-27T20:21:50","slug":"brasileiras-estao-tendo-menos-filhos-e-adiam-maternidade-diz-censo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/index.php\/2025\/06\/27\/brasileiras-estao-tendo-menos-filhos-e-adiam-maternidade-diz-censo\/","title":{"rendered":"Brasileiras est\u00e3o tendo menos filhos e adiam maternidade, diz Censo"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>As brasileiras est\u00e3o tendo menos filhos e adiando a maternidade. \u00c9 o que apontam os dados do Censo Demogr\u00e1fico de 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Para a pesquisa, s\u00e3o consideradas mulheres de 15 a 49 anos.&nbsp;<\/strong><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1648570&amp;o=node\"><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1648570&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dia de filhos por mulher em idade reprodutiva no Brasil, chamada de taxa de fecundidade total, caiu para 1,55 em 2022. De acordo com o IBGE, a taxa de fecundidade das brasileiras vem decrescendo&nbsp;desde a d\u00e9cada de 1960. Em 1960, por exemplo, era de 6,28 filhos por mulher. Essa m\u00e9dia caiu para 5,76 em 1970, para 4,35 em 1980, para 2,89 em 1991 e para 2,38 em 2000. Em 2010, a taxa era de 1,90 filhos por mulher.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/oldbSZtf8VvfrcrSTQHAhonhe-s=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/06\/26\/ibge-fecundidade-11.png?itok=XplyyY5M\" alt=\"Taxa de fecundidade - Censo 2022 - IBGE\" title=\"Arte\/EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Taxa de fecundidade &#8211; Censo 2022 &#8211; IBGE &#8211;&nbsp;<strong>Arte\/EBC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2010, a taxa de fecundidade brasileira est\u00e1 abaixo da chamada taxa de reposi\u00e7\u00e3o populacional, ou seja, da m\u00e9dia de filhos por mulher necess\u00e1ria para manter a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1vel, que \u00e9 de 2,1. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cA componente de fecundidade \u00e9 muito importante para analisar a evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica de uma popula\u00e7\u00e3o. O ritmo de crescimento, as transforma\u00e7\u00f5es na pir\u00e2mide et\u00e1ria e o envelhecimento populacional est\u00e3o diretamente relacionados ao n\u00famero de nascimentos\u201d, explica a pesquisadora do IBGE Marla Barroso.&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Segundo ela, a transi\u00e7\u00e3o da fecundidade no Brasil foi iniciada na d\u00e9cada de 60 nas unidades da federa\u00e7\u00e3o economicamente mais desenvolvidas da regi\u00e3o Sudeste, em grupos com maior n\u00edvel educacional e nas \u00e1reas urbanas. \u201cNas d\u00e9cadas seguintes, foi se alastrando por todo o Brasil\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2>Regi\u00f5es&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Na Regi\u00e3o Sudeste, a taxa de fecundidade saiu de 6,34 filhos por mulher em 1960, passou para 4,56 em 1970, caiu para 3,45 em 1980, atingiu o n\u00edvel de reposi\u00e7\u00e3o populacional em 2000 (2,1 filhos por mulher). Em 2022, ficou em 1,41, o menor do pa\u00eds. \u201cPara as outras regi\u00f5es do Brasil, a queda se intensificou a partir ali da d\u00e9cada de 70\u201d, explica Marla.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Regi\u00e3o Sul, que tinha a menor taxa de fecundidade em 1960 (5,89 filhos por mulher), a principal queda ocorreu de 1970 (5,42) para 1991 (2,51). Em 2022, a taxa ficou em 1,50, tamb\u00e9m abaixo da m\u00e9dia nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No Centro-Oeste, que tinha taxa de 6,74 em 1960, a tend\u00eancia de queda foi semelhante \u00e0 da regi\u00e3o Sul, ao apresentar o principal recuo de 1970 (6,42) para 1991 (2,69). Em 2022, a taxa era de 1,64.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es Norte e Nordeste tamb\u00e9m apresentaram quedas consider\u00e1veis de 1970 para 1991. Mas, em 1980, ainda tinham taxas de fecundidade acima de 6 filhos por mulher. No Norte, a taxa passou de 8,56 em 1960 para 8,15 em 1970 e para 6,45 em 1980. Em 2010, aproximou-se&nbsp; da taxa de reposi\u00e7\u00e3o ao atingir 2,47. Em 2022, ficou em 1,89, a mais alta do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Nordeste foi a \u00fanica regi\u00e3o a apresentar alta de 1960 (7,39 filhos por mulher) para 1970 (7,53). Em 1980, a taxa come\u00e7ou a recuar, passando para 6,13. Em 2000, o indicador se aproximou da taxa de reposi\u00e7\u00e3o, ao ficar em 2,69. Em 2022, ficou em 1,60, abaixo do Centro-Oeste.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os estados, Roraima \u00e9 o \u00fanico com taxa acima da reposi\u00e7\u00e3o populacional: 2,19 filhos por mulher. Na sequ\u00eancia aparecem Amazonas (2,08) e&nbsp; Acre (1,90).&nbsp;Entre aqueles com menores taxas, destacam-se o Rio de Janeiro (1,35), Distrito Federal (1,38) e S\u00e3o Paulo (1,39).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2>Maternidade mais tarde&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa n\u00e3o apenas observou a continuidade da queda da taxa de fecundidade, como tamb\u00e9m revela que as mulheres est\u00e3o tendo filhos com idades mais avan\u00e7adas. A idade m\u00e9dia da fecundidade no Brasil passou de 26,3 anos em 2000 para 28,1 em 2022. A tend\u00eancia foi observada em todas as regi\u00f5es. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o Norte apresentou a menor idade (27 anos), enquanto o Sudeste e o Sul mostram as maiores (28,7 anos). Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, a idade m\u00e9dia de fecundidade mais alta foi a do Distrito Federal (29,3 anos) e a mais baixa, do Par\u00e1 (26,8 anos).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/ryV4YGkV1JkOdUYkEnUpeHertU8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/06\/27\/ibge-fecundidade-2.png?itok=tAoGTmXA\" alt=\"Idade m\u00e9dia de fecundidade - Censo Demogr\u00e1fico 2022 - IBGE \" title=\"Arte\/EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Idade m\u00e9dia de fecundidade &#8211; Censo Demogr\u00e1fico 2022 &#8211; IBGE &#8211;&nbsp;<strong>Arte\/EBC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2>Sem filhos&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O levantamento aponta ainda que&nbsp;cresce o grupo daquelas que chegam ao fim da idade reprodutiva sem filhos. &nbsp;O percentual de mulheres com 50 a 59 anos que n\u00e3o tiveram filhos nascidos vivos, segue em alta. Em 2000 era 10%, passou para 11,8% em 2010 e apresentou um aumento ainda mais expressivo em 2022, chegando a 16,1%. No Norte, o percentual passou de 6,1% para 13,9%. No Sudeste, subiu de 11% para 18%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, o Rio de Janeiro tinha, em 2022, o maior percentual (21%) de mulheres sem filhos e Tocantins, o menor (11,8%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2>Religi\u00e3o e ra\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com os dados do Censo, entre as religi\u00f5es, as&nbsp;evang\u00e9licas s\u00e3o as que apresentam maior taxa de fecundidade \u2013 1,74 filhos por mulher, acima da m\u00e9dia nacional. Os menores \u00edndices foram encontrados entre as mulheres esp\u00edritas (1,01) e as seguidoras da umbanda e candombl\u00e9 (1,25). As mulheres de outras religiosidades (1,39), sem religi\u00e3o (1,47) e as cat\u00f3licas (1,49) tiveram taxas abaixo da m\u00e9dia nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, apenas com base nos dados do Censo 2022, afirmar os motivos que levam a essas diferen\u00e7as das taxas de fecundidade entre as seguidoras das religi\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara entender o efeito de uma religi\u00e3o sobre a fecundidade, ou seja, se uma doutrina poderia levar a uma certa propens\u00e3o a ter filhos ou n\u00e3o, teria que isolar todos os outros fatores, como renda, o local onde as pessoas moram, a atividade profissional e tudo mais\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao recorte racial, as mulheres amarelas (de origem asi\u00e1tica) t\u00eam menor taxa de fecundidade (1,2 filhos por mulher), seguidas pelas brancas (1,4). As pretas e pardas t\u00eam taxas acima da m\u00e9dia nacional: 1,6 e 1,7, respectivamente. As ind\u00edgenas ainda est\u00e3o acima da taxa de reposi\u00e7\u00e3o, com 2,8 filhos por mulher.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A idade m\u00e9dia da fecundidade subiu entre todos os grupos, sendo de 29 anos para as brancas, 27,8 entre as pretas e 27,6 entre as pardas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2>Escolaridade&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O Censo 2022 mostrou que o aumento da escolariza\u00e7\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a queda da taxa de fecundidade. Segundo os dados da pesquisa, as mulheres sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto t\u00eam, em m\u00e9dia, 2,01 filhos, enquanto aquelas com ensino superior apresentam uma taxa de 1,19.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As demais faixas de escolaridade apresentam as seguintes taxas: ensino fundamental completou ou m\u00e9dio incompleto, com 1,89 filhos por mulher, e ensino m\u00e9dio completo ou superior incompleto com taxa de 1,42.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mulher com mais escolaridade, com mais informa\u00e7\u00e3o, sabe melhor onde procurar m\u00e9todos contraceptivos, se assim quiser. Ela vai saber fazer suas escolhas de uma forma melhor\u201d, explica a gerente de Estudos e An\u00e1lises da Din\u00e2mica Demogr\u00e1fica do IBGE, Izabel Marri.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, a idade m\u00e9dia de fecundidade das mulheres sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto foi de 26,7 anos. J\u00e1 a idade m\u00e9dia para aquelas com n\u00edvel superior completo foi de 30,7 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As brasileiras est\u00e3o tendo menos filhos e adiando a maternidade. \u00c9 o que apontam os dados do Censo Demogr\u00e1fico de 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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