{"id":5328,"date":"2025-07-21T17:37:28","date_gmt":"2025-07-21T20:37:28","guid":{"rendered":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/?p=5328"},"modified":"2025-07-21T17:37:29","modified_gmt":"2025-07-21T20:37:29","slug":"tarifaco-pode-impactar-vendas-de-suco-de-laranja-cafe-carne-e-frutas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/index.php\/2025\/07\/21\/tarifaco-pode-impactar-vendas-de-suco-de-laranja-cafe-carne-e-frutas\/","title":{"rendered":"Tarifa\u00e7o pode impactar vendas de suco de laranja, caf\u00e9, carne e frutas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A decis\u00e3o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de&nbsp;estabelecer uma<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2025-07\/em-carta-lula-trump-anuncia-tarifa-de-50-produtos-brasileiros\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;tarifa de 50%<\/a>&nbsp;sobre todos os produtos brasileiros que s\u00e3o exportados para os Estados Unidos&nbsp;pode comprometer receitas do agroneg\u00f3cio brasileiro, provocar desequil\u00edbrios de mercado e pressionar os valores pagos ao produtor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O alerta \u00e9 do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1651410&amp;o=node\"><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1651410&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo o Cepea, os itens mais expostos ao tarifa\u00e7o de Trump s\u00e3o o mercado de suco de laranja, o setor cafeeiro, a&nbsp;pecu\u00e1ria&nbsp;de corte e o de frutas frescas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dentre esses itens, o suco de laranja \u00e9 o produto mais sens\u00edvel a essa pol\u00edtica tarif\u00e1ria<\/strong>, dizem os pesquisadores do Cepea. \u201cIsso porque j\u00e1 incide atualmente uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada sobre o produto, e a aplica\u00e7\u00e3o de uma sobretaxa de at\u00e9 50% elevaria significativamente o custo de entrada nos Estados Unidos, comprometendo sua competitividade no segundo maior destino dos embarques brasileiros\u201d, dizem os pesquisadores, em nota.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo o Cepea, os Estados Unidos importam atualmente cerca de 90% do suco que consomem, sendo que o Brasil \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 80% desse total<\/strong>. \u201cEssa instabilidade ocorre justamente em um momento de boa safra no estado de S\u00e3o Paulo e Tri\u00e2ngulo Mineiro: 314,6 milh\u00f5es de caixas projetadas para 2025\/26, crescimento de 36,2% frente ao ciclo anterior. Com o canal norte-americano sob risco, o ac\u00famulo de estoques e a press\u00e3o sobre as cota\u00e7\u00f5es internas tornam-se prov\u00e1veis\u201d, avaliou a&nbsp;professora da Esalq\/USP Margarete Boteon, pesquisadora da \u00e1rea de citros do Cepea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto ao caf\u00e9, os Estados Unidos s\u00e3o o maior consumidor global do produto e importam cerca de 25% do Brasil, especialmente da variedade ar\u00e1bica<\/strong>, insumo essencial para a ind\u00fastria local de torrefa\u00e7\u00e3o. Como os Estados Unidos n\u00e3o produzem caf\u00e9, a eleva\u00e7\u00e3o do custo de importa\u00e7\u00e3o deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, ind\u00fastrias de bebidas e redes de varejo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA exclus\u00e3o do caf\u00e9 do pacote tarif\u00e1rio \u00e9 n\u00e3o apenas desej\u00e1vel, mas estrat\u00e9gica, tanto para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira quanto para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana\u201d, destaca o pesquisador de caf\u00e9 do Cepea Renato Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a queda nas cota\u00e7\u00f5es do produto e a instabilidade externa provocada principalmente pelo tarifa\u00e7o, os produtores t\u00eam vendido volumes m\u00ednimos para manter o fluxo de caixa,&nbsp;adiando as grandes negocia\u00e7\u00f5es para esperar por defini\u00e7\u00f5es sobre o cen\u00e1rio tarif\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2>Carne bovina<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Os Estados Unidos s\u00e3o o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, atr\u00e1s apenas da China, que concentra 49% do total embarcado pelo Brasil.<\/strong><strong>As empresas estadunidenses s\u00e3o respons\u00e1veis por 12% das exporta\u00e7\u00f5es do produto brasileiro<\/strong>&nbsp;e, entre mar\u00e7o e abril, elas adquiriram volumes recordes de carne bovina, acima de 40 mil toneladas por m\u00eas, o que pode indicar uma poss\u00edvel movimenta\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o de estoque diante do receio de que Trump viesse a aumentar as tarifas para o com\u00e9rcio exterior. S\u00e3o Paulo, Goi\u00e1s e Mato Grosso do Sul s\u00e3o os estados brasileiros, respectivamente, que mais t\u00eam escoado carne aos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos meses, no entanto, houve redu\u00e7\u00e3o no volume exportado para os Estados Unidos, enquanto os embarques para a China v\u00eam crescendo. Em junho, especificamente, v\u00e1rios outros parceiros comerciais tamb\u00e9m aumentaram suas compras na compara\u00e7\u00e3o com&nbsp;maio. Segundo o Cepea, isso sinaliza que os frigor\u00edficos brasileiros t\u00eam possibilidade de ampliar suas vendas para outros mercados.<\/p>\n\n\n\n<h2>Frutas frescas<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>No caso do mercado de frutas frescas, o maior impacto imediato recai sobre a manga, dizem os pesquisadores da USP<\/strong>. Isso acontece porque a janela cr\u00edtica de exporta\u00e7\u00e3o desse produto aos Estados Unidos come\u00e7a em agosto. De acordo com o Cepea, j\u00e1 h\u00e1 relatos de posterga\u00e7\u00e3o de embarques frente \u00e0 indefini\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria. A uva brasileira, cuja safra tem calend\u00e1rio relevante para os EUA a partir da segunda quinzena de setembro, tamb\u00e9m passa a integrar o grupo de culturas em alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do tarifa\u00e7o, no entanto, a expectativa era de crescimento de exporta\u00e7\u00f5es de frutas frescas, sustentada pela valoriza\u00e7\u00e3o cambial e pela recomposi\u00e7\u00e3o produtiva de diversas culturas. \u201cA proje\u00e7\u00e3o otimista foi substitu\u00edda por d\u00favidas. Al\u00e9m da retra\u00e7\u00e3o esperada nas vendas aos EUA, h\u00e1 o risco de desequil\u00edbrio entre oferta e demanda nos principais destinos, pressionando as cota\u00e7\u00f5es ao produtor\u201d, disse Lucas de Mora Bezerra, do Cepea.<\/p>\n\n\n\n<p>O que pode ocorrer, dizem os pesquisadores, \u00e9 que as frutas que seriam destinadas aos Estados Unidos sejam direcionadas a outros mercados, como a Uni\u00e3o Europeia, ou at\u00e9 mesmo absorvidas pelo mercado interno, o que pode pressionar o pre\u00e7o ao produtor.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse contexto geral relacionado ao caf\u00e9, \u00e0 carne bovina, ao suco de laranja e \u00e0s frutas frescas, o Cepea informa que \u00e9 urgente \u201cuma articula\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica coordenada, com vistas \u00e0 revis\u00e3o ou exclus\u00e3o das tarifas sobre produtos agroalimentares brasileiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTal medida \u00e9 estrat\u00e9gica n\u00e3o apenas para o Brasil, mas tamb\u00e9m para os pr\u00f3prios Estados Unidos, cuja seguran\u00e7a alimentar e competitividade da agroind\u00fastria dependem de forma substancial do fornecimento brasileiro\u201d, diz a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de&nbsp;estabelecer uma&nbsp;tarifa de 50%&nbsp;sobre todos os produtos brasileiros que s\u00e3o exportados para os Estados Unidos&nbsp;pode comprometer receitas do agroneg\u00f3cio brasileiro, provocar desequil\u00edbrios de mercado e pressionar os valores pagos ao produtor. 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