{"id":5331,"date":"2025-07-21T17:41:56","date_gmt":"2025-07-21T20:41:56","guid":{"rendered":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/?p=5331"},"modified":"2025-07-21T17:41:58","modified_gmt":"2025-07-21T20:41:58","slug":"uma-em-cada-23-adolescentes-torna-se-mae-por-ano-no-pais-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/index.php\/2025\/07\/21\/uma-em-cada-23-adolescentes-torna-se-mae-por-ano-no-pais-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Uma em cada 23 adolescentes torna-se m\u00e3e por ano no pa\u00eds, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Um estudo sobre maternidade na adolesc\u00eancia no Brasil feito por pesquisadores do Centro Internacional de Equidade em Sa\u00fade da Universidade Federal de Pelotas (ICEH\/UFPel)<\/strong>&nbsp;<strong>revelou que uma em cada 23 adolescentes entre 15 e 19 anos torna-se m\u00e3e a cada ano. Entre 2020 e 2022, mais de 1 milh\u00e3o de jovens nessa nessa faixa et\u00e1ria tiveram filhos. Entre meninas de 10 a 14 anos, o n\u00famero passou de 49 mil.<br><br>De acordo com a legisla\u00e7\u00e3o, nessa faixa et\u00e1ria, qualquer gesta\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada&nbsp;resultado de estupro de vulner\u00e1vel.<\/strong><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1651461&amp;o=node\"><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1651461&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa, que calculou a taxa de fecundidade entre adolescentes para os mais de 5,5 mil munic\u00edpios brasileiros, um em cada cinco munic\u00edpios tem taxas compar\u00e1veis \u00e0s dos pa\u00edses mais pobres do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados indicam que a taxa nacional de fecundidade na adolesc\u00eancia \u00e9 de 43,6 nascimentos por mil adolescentes. O n\u00famero \u00e9 quase o dobro do observado entre pa\u00edses de renda m\u00e9dia alta (24 por mil), como o Brasil, e muito superior \u00e0s dos pa\u00edses parceiros no BRICS, como R\u00fassia, \u00cdndia e China, grupo onde a taxa m\u00e1xima n\u00e3o ultrapassa 16,3 por mil.<br><br>De acordo com o epidemiologista, pesquisador do ICEH\/UFPel e l\u00edder do estudo Alu\u00edsio Barros, o esperado era que a maioria dos munic\u00edpios apresentasse indicadores parecidos com os de pa\u00edses com n\u00edvel de renda semelhante ao do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cMas o que observamos foi um padr\u00e3o muito mais pr\u00f3ximo ao de pa\u00edses de renda m\u00e9dia baixa ou at\u00e9 mesmo de baixa renda. Por tr\u00e1s da m\u00e9dia nacional, os resultados apontam uma falha sist\u00eamica, com 69% dos munic\u00edpios brasileiros apresentando taxas piores que as esperadas para um pa\u00eds de renda m\u00e9dia alta, sendo que um em cada cinco (22%) tem indicadores de fecundidade t\u00e3o altos quanto os de pa\u00edses de baixa renda\u201d, disse.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O estudo mostra que a Regi\u00e3o Sul registra taxa de 35 por mil e que, no Norte, a taxa mais do que dobra, atingindo 77,1 por mil. A disparidade se reflete na classifica\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios: enquanto 76% das cidades do Norte se enquadram na faixa de fecundidade de pa\u00edses de baixa renda, no Sudeste, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de apenas 5,1%, no Sul, de 9,4%, no Nordeste, de 30,5%, e no Centro-Oeste, de 32,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados, a priva\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica \u00e9 o fator mais associado \u00e0s taxas elevadas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>\u201cMunic\u00edpios com maior escassez de recursos, baixa renda, analfabetismo e infraestrutura prec\u00e1ria concentram as mais altas taxas de fecundidade adolescente. Esse achado refor\u00e7a que a maternidade na adolesc\u00eancia \u00e9, fundamentalmente, um desfecho de um contexto de exclus\u00e3o e falta de oportunidades\u201d, conclui o estudo.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para Barros, os resultados mostram que o Brasil est\u00e1 falhando em proteger suas jovens e que s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas que ataquem as causas b\u00e1sicas do problema, como a pobreza, a evas\u00e3o escolar, a falta de acesso a servi\u00e7os e de perspectivas para o futuro.&nbsp;<strong>\u201cA gravidez na adolesc\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma escolha, mas o desfecho de um contexto de priva\u00e7\u00e3o e falta de oportunidades. \u00c9 para jogar luz sobre essas quest\u00f5es que estamos lan\u00e7ando o Observat\u00f3rio de Equidade em Sa\u00fade\u201d, ressaltou. &nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A superintendente-geral da Umane, Thais Junqueira, lembrou que o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) promove diversas a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 sa\u00fade sexual e reprodutiva, como o acesso gratuito a m\u00e9todos contraceptivos e programas de educa\u00e7\u00e3o sexual voltados aos adolescentes, e que tamb\u00e9m chegam ao ambiente escolar e s\u00e3o trabalhados tamb\u00e9m por muitas organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias. \u201cAs pesquisas s\u00e3o essenciais para compreendermos os m\u00faltiplos desafios que ainda enfrentamos no Brasil. O fato de a gravidez na adolesc\u00eancia ainda hoje representar um desafio t\u00e3o grande para o Brasil demanda respostas articuladas e maior engajamento de diferentes setores da sociedade&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 destaque de lan\u00e7amento de uma nova p\u00e1gina no Observat\u00f3rio da Sa\u00fade P\u00fablica, para monitorar e dar visibilidade \u00e0s disparidades de sa\u00fade no pa\u00eds. A iniciativa \u00e9 uma parceria com a Umane, organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil que fomenta projetos no \u00e2mbito da sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo sobre maternidade na adolesc\u00eancia no Brasil feito por pesquisadores do Centro Internacional de Equidade em Sa\u00fade da Universidade Federal de Pelotas (ICEH\/UFPel)&nbsp;revelou que uma em cada 23 adolescentes entre 15 e 19 anos torna-se m\u00e3e a cada ano. 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