{"id":6181,"date":"2026-02-27T06:47:18","date_gmt":"2026-02-27T09:47:18","guid":{"rendered":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/?p=6181"},"modified":"2026-02-27T06:47:20","modified_gmt":"2026-02-27T09:47:20","slug":"parana-consolida-lideranca-na-exportacao-de-suinos-de-raca-colheita-de-soja-alcanca-37","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/index.php\/2026\/02\/27\/parana-consolida-lideranca-na-exportacao-de-suinos-de-raca-colheita-de-soja-alcanca-37\/","title":{"rendered":"Paran\u00e1 consolida lideran\u00e7a na exporta\u00e7\u00e3o de su\u00ednos de ra\u00e7a; colheita de soja alcan\u00e7a 37%"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (26) o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.agricultura.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2026-02\/boletim_semana_09_2026.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Boletim Conjuntural<\/a>&nbsp;com dados atualizados da \u00faltima semana de fevereiro. Nos assuntos em destaque, o levantamento aponta que o Paran\u00e1 consolidou sua posi\u00e7\u00e3o, entre os estados brasileiros, como o maior exportador de su\u00ednos reprodutores de ra\u00e7a pura.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, o Paran\u00e1 foi respons\u00e1vel por 62,1% da receita nacional de exporta\u00e7\u00e3o de su\u00ednos de alto valor gen\u00e9tico (US$ 1,087 milh\u00e3o), tendo o Paraguai como o principal destino desse material. Esse desempenho refor\u00e7a a sanidade e o padr\u00e3o tecnol\u00f3gico do rebanho paranaense, que atende mercados como Argentina, Uruguai e Bol\u00edvia. \u201cEssa escolha pelo Paran\u00e1 mostra, mais uma vez, que o Estado tem gen\u00e9tica de ponta e sanidade do rebanho\u201d, destaca a m\u00e9dica veterin\u00e1ria e analista do Deral, Priscila Marcenovicz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda dentro da \u00e1rea da pecu\u00e1ria, o boletim destaca as exporta\u00e7\u00f5es de carne bovina brasileira, que atingiram 258,94 mil toneladas, um aumento de mais de 25% em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o com a cota de importa\u00e7\u00e3o chinesa, estabelecida em 1,1 milh\u00e3o de toneladas. S\u00f3 em janeiro, mais de 10% dessa cota j\u00e1 foi utilizada, o que pode causar varia\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o ao longo do ano. Mas outros mercados importantes continuam aumentando as aquisi\u00e7\u00f5es de carne brasileira. No mercado interno, a maioria dos cortes bovinos pesquisados pelo Deral subiu de pre\u00e7o, com destaque para o fil\u00e9 mignon, que acumula alta de 17% em um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avicultura de corte, o cen\u00e1rio \u00e9 de margens positivas para o produtor paranaense. O custo de produ\u00e7\u00e3o do frango vivo encerrou 2025 em R$ 4,65\/kg, uma queda de 2,9% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, impulsionada principalmente pelo recuo nos pre\u00e7os da ra\u00e7\u00e3o (-8,92%). No fechamento do ano, o pre\u00e7o m\u00e9dio recebido pelo produtor (R$ 4,92\/kg) ficou 4,2% acima do custo m\u00e9dio anual, preservando a rentabilidade em um setor que lidera as exporta\u00e7\u00f5es de carne no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SAFRA&nbsp;<\/strong>\u2013 O boletim trata ainda dos n\u00fameros da estimativa de safra, com base no relat\u00f3rio de&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.agricultura.pr.gov.br\/safras\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Previs\u00e3o de Safra Subjetiva<\/a><\/strong>, que tem como destaque a atualiza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de plantio do milho.<\/p>\n\n\n\n<p>No setor de gr\u00e3os, a soja caminha para uma colheita robusta, mantendo a estimativa de 22,12 milh\u00f5es de toneladas para o ciclo 2025\/26. At\u00e9 o momento, os trabalhos de campo atingiram 37% dos 5,77 milh\u00f5es de hectares plantados, um ritmo considerado dentro da normalidade hist\u00f3rica. A manuten\u00e7\u00e3o da proje\u00e7\u00e3o traz seguran\u00e7a ao setor produtivo, embora o avan\u00e7o da colheita da oleaginosa seja monitorado de perto, j\u00e1 que dita o ritmo de plantio do milho segunda safra e ajuda a mitigar riscos clim\u00e1ticos na janela de semeadura.<\/p>\n\n\n\n<p>O milho tamb\u00e9m desempenha papel central no balan\u00e7o mensal, com previs\u00e3o de alcan\u00e7ar 21,1 milh\u00f5es de toneladas no somat\u00f3rio das duas safras. A primeira safra j\u00e1 est\u00e1 com 42% da \u00e1rea colhida, enquanto o plantio da segunda safra atingiu 45% dos 2,86 milh\u00f5es de hectares previstos. A ampla \u00e1rea destinada ao cereal no segundo ciclo sustenta a perspectiva de produ\u00e7\u00e3o elevada, garantindo o suprimento para a cadeia de prote\u00edna animal, apesar da concorr\u00eancia direta com a soja pelo cronograma de uso das \u00e1reas agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o analista do Deral, Edmar Gervasio, o momento \u00e9 bom. \u201cEstamos tendo uma recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1rea de plantio. Comparando com o per\u00edodo anterior, tivemos uma alta de mais de 20% em termos de \u00e1rea. H\u00e1 muito tempo n\u00e3o se via um ganho de \u00e1rea na primeira safra porque a soja sempre \u00e9 a principal cultura no primeiro ciclo de ver\u00e3o. Nesse ano, teve uma invers\u00e3o. O milho ganhou espa\u00e7o, principalmente, na primeira safra. E a produtividade tem sido muito boa. Devemos colher em torno de 3,6 milh\u00f5es de toneladas na primeira safra e esse n\u00famero pode melhorar\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste com a estabilidade da soja, a cultura do feij\u00e3o acende um alerta devido \u00e0 forte redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea. O levantamento de fevereiro aponta uma retra\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da segunda safra em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Segundo Carlos Hugo Godinho, engenheiro agr\u00f4nomo e analista do Deral, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 um movimento de cautela do produtor, que busca culturas com custos de manejo mais previs\u00edveis neste momento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para quem produz, o cen\u00e1rio \u00e9 de pre\u00e7os firmes, o que pode compensar o menor volume colhido. J\u00e1 para o consumidor, mesmo com oscila\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os a subida tem ocorrido de forma gradual e o varejo ainda possui estoques que amortecem o repasse imediato. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que o consumidor pesquise, pois o feij\u00e3o preto, por exemplo, ainda apresenta valores bem mais acess\u00edveis que no mesmo per\u00edodo do ano passado\u201d, diz<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TOMATE<\/strong>&nbsp;\u2013 Por fim, o mercado de tomate apresenta a t\u00edpica volatilidade de transi\u00e7\u00e3o entre safras. Com 78% da primeira safra colhida, os pre\u00e7os ao consumidor registraram alta de 44% em janeiro em rela\u00e7\u00e3o a dezembro. No entanto, o atacado j\u00e1 come\u00e7ou a dar sinais de arrefecimento em fevereiro, com queda de 40% nos pre\u00e7os na Ceasa de Curitiba. A expectativa \u00e9 que as cota\u00e7\u00f5es se estabilizem a partir de abril, quando a colheita da segunda safra ganha volume no mercado estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm linhas gerais, mesmo com a oscila\u00e7\u00e3o, os pre\u00e7os do tomate est\u00e3o em dia. O Brasil tem uma grande oferta, ent\u00e3o o mercado busca se autorregular. O tomate primeira safra ainda est\u00e1 sendo colhido, mas tivemos bons rendimentos, os n\u00fameros est\u00e3o quase estanques. A produ\u00e7\u00e3o paranaense, em si, est\u00e1 boa\u201d, afirma o engenheiro agr\u00f4nomo do Deral, Paulo Andrade.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte &#8211; AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (26) o&nbsp;Boletim Conjuntural&nbsp;com dados atualizados da \u00faltima semana de fevereiro. Nos assuntos em destaque, o levantamento aponta que o Paran\u00e1 consolidou sua posi\u00e7\u00e3o, entre os estados brasileiros, como o maior exportador de su\u00ednos reprodutores de ra\u00e7a pura. 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