{"id":6328,"date":"2026-04-02T20:05:09","date_gmt":"2026-04-02T23:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/?p=6328"},"modified":"2026-04-02T20:05:11","modified_gmt":"2026-04-02T23:05:11","slug":"cenario-atual-projeta-aumento-na-remuneracao-do-leite-no-parana-aponta-deral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaltvatosefatos.com.br\/index.php\/2026\/04\/02\/cenario-atual-projeta-aumento-na-remuneracao-do-leite-no-parana-aponta-deral\/","title":{"rendered":"Cen\u00e1rio atual projeta aumento na remunera\u00e7\u00e3o do leite no Paran\u00e1, aponta Deral"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.agricultura.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2026-04\/boletim_semana_14_2026.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Boletim Conjuntural<\/a>&nbsp;divulgado nesta quarta-feira (1\u00ba) pelo Departamento de Economia Rural do Paran\u00e1 (Deral), vinculado \u00e0 Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cen\u00e1rio de ajustes no campo. O destaque do per\u00edodo foi o setor leiteiro, que apresentou uma eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os ao produto final. No varejo, o leite longa vida subiu 17% e o leite em p\u00f3 8,8%, com o produto comercializado a uma m\u00e9dia de R$ 4,52.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o m\u00e9dico veterin\u00e1rio e analista do Deral Thiago De Marchi, o pre\u00e7o pago ao produtor ainda n\u00e3o acompanha a alta observada nas g\u00f4ndolas dos supermercados, mas a perspectiva j\u00e1 \u00e9 positiva. \u201cO impacto n\u00e3o \u00e9 imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas ind\u00fastrias. Mas a tend\u00eancia \u00e9 de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PROTE\u00cdNAS<\/strong>&nbsp;\u2013 De acordo com o boletim, o segmento de prote\u00ednas animais segue demonstrando for\u00e7a, com destaque para a efici\u00eancia da suinocultura paranaense. Nos \u00faltimos dez anos, a produ\u00e7\u00e3o de carne su\u00edna no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milh\u00e3o de toneladas em 2025. O dado mais relevante \u00e9 que esse crescimento produtivo superou a amplia\u00e7\u00e3o do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cen\u00e1rio \u00e9 similar, com a produ\u00e7\u00e3o de carne crescendo 52,4% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado externo, as aves mant\u00eam um desempenho exportador robusto, com o Paran\u00e1 liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilh\u00e3o, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paran\u00e1 responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo pa\u00eds. J\u00e1 o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valoriza\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o m\u00e9dio da carne &#8220;in natura&#8221;, que subiu 97,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CEBOLA<\/strong>&nbsp;\u2013 A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redu\u00e7\u00e3o de 12,8% na \u00e1rea plantada em compara\u00e7\u00e3o a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos pre\u00e7os recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>No Paran\u00e1, em 2026, o pre\u00e7o recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82\/kg em fevereiro para R$ 1,18\/kg em mar\u00e7o, um crescimento de 44,9%. O consumidor tamb\u00e9m sentiu uma varia\u00e7\u00e3o em menos de 30 dias. As cota\u00e7\u00f5es para a cebola pera nacional ao final de mar\u00e7o est\u00e3o 42,9% mais altas que no in\u00edcio do mesmo m\u00eas, de R$ 1,75\/kg para R$ 2,50\/kg.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MILHO&nbsp;<\/strong>&#8211; O plantio da segunda safra de milho 2025\/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milh\u00f5es de hectares previstos. Apesar de 91% da \u00e1rea apresentar boas condi\u00e7\u00f5es, o Deral alerta que o m\u00eas de mar\u00e7o foi desfavor\u00e1vel para a cultura devido \u00e0s chuvas irregulares e ondas de calor. Cerca de 8% das lavouras est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es medianas e 1% em situa\u00e7\u00e3o ruim, o que j\u00e1 pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MANDIOCA&nbsp;<\/strong>&#8211; Mesmo com um cen\u00e1rio desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paran\u00e1 tem uma expectativa de um crescimento de 6% na \u00e1rea colhida para 2026, com a produ\u00e7\u00e3o podendo superar a marca de 4 milh\u00f5es de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um per\u00edodo de ajuste estrat\u00e9gico. Com pre\u00e7os 21% menores neste primeiro trimestre em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2025, os produtores t\u00eam optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte &#8211; AEN<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;Boletim Conjuntural&nbsp;divulgado nesta quarta-feira (1\u00ba) pelo Departamento de Economia Rural do Paran\u00e1 (Deral), vinculado \u00e0 Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cen\u00e1rio de ajustes no campo. O destaque do per\u00edodo foi o setor leiteiro, que apresentou uma eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os ao produto final. 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