Paraná teve redução de casos de síndromes gripais no primeiro bimestre de 2026

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O Paraná registrou redução nos casos e óbitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026 em relação ao ano passado. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que, até a semana epidemiológica 8, foram contabilizados 2.100 casos e 91 mortes no Estado. No mesmo recorte de 2025, haviam sido registrados 2.322 casos e 150 óbitos, o que representa redução de 9,56% nas notificações e queda de 39,33% das mortes.

Com a proximidade do outono, que começa em 20 de março, a Sesa reforça a importância das medidas de prevenção contra doenças respiratórias. A queda das temperaturas e a maior permanência das pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus, aumentando o risco de transmissão.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destaca que o acompanhamento permanente dos indicadores permite ao Estado agir de forma preventiva, principalmente em períodos de baixa temperatura. “A redução nos registros e, principalmente, nos óbitos é um dado importante, mas seguimos atentos. A chegada do outono costuma favorecer a circulação de vírus respiratórios, por isso reforçamos a importância da vacinação e das medidas de prevenção para proteger a população”, afirmou.

Segundo o secretário, ainda não houve aumento expressivo na procura por atendimento nos serviços públicos de saúde. “Neste momento ainda não tivemos um aumento muito forte na procura pelo SUS ou nas portas das UPAs. Mas sabemos que, sazonalmente, com a chegada do outono e depois do inverno, é possível que haja aumento na demanda. Por isso seguimos monitorando a situação”, disse.

A SRAG é caracterizada por quadro respiratório que evoluiu com maior gravidade, exigindo internação hospitalar. Entre os principais sintomas estão febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar e queda na saturação de oxigênio. A secretaria estadual da Saúde destaca que o monitoramento das síndromes respiratórias é realizado de forma contínua em todo o Paraná, permitindo acompanhar o comportamento epidemiológico e orientar ações de prevenção e assistência nos serviços de saúde.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO – Entre as principais medidas de prevenção estão: manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, principalmente antes das refeições ou após tossir e espirrar. Também manter ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios. Além disso, a recomendação é procurar atendimento de saúde caso os sintomas se agravem, especialmente em grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.

É igualmente importante cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não higienizadas e não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, copos ou garrafas. Crianças e adultos que manifestem sinais da doença devem ser afastados temporariamente de atividades escolares ou de trabalho até, pelo menos, 24 horas após a cessação dos sintomas.

Em caso de sintomas como febre repentina, mal-estar, dor de garganta, tosse seca, dores musculares ou articulares, além de vômitos, diarreia ou rouquidão é fundamental buscar atendimento médico o quanto antes.

Fonte – AEN

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