Neste domingo (18), a Espanha foi campeã da Copa do Mundo 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na grande final do Mundial.
Com o resultado, a equipe comandada por Luis de la Fuente conquistou seu sonhado Bi, repetindo a façanha da edição de 2010, na África do Sul.
Agora, a Roja se junta a França e Uruguai como detentora de dois troféus da Copa, deixando a Inglaterra na “lanterninha” do ranking dos maiores campeões do mundo.
O título também ratifica o aproveitamento perfeito dos ibéricos em finais: em duas chegadas à grande decisão, a Espanha venceu ambas.
Veja como ficou o ranking dos campeões da Copa:
- Brasil: 5 títulos
- Alemanha e Itália: 4 títulos
- Argentina: 3 títulos
- Espanha, França e Uruguai: 2 títulos
- Inglaterra: 1 título
Vale lembrar que a Espanha também “unificou os cinturões”, já que é a atual campeã da Eurocopa.
A conquista europeia aconteceu na edição de 2024, com a Roja faturando a taça em cima da Inglaterra.
Autor do gol da Espanha na conquista da Copa do Mundo de 2026 contra a Argentina, neste domingo (19), Ferran Torres foi o herói do bicampeonato da Fúria. No entanto, para chegar à glória com a seleção, ele precisou até mesmo de um psicólogo para se recuperar emocionalmente.
O baque no jogador veio após a frustração de ser comprado em 2022 pelo Barcelona por R$ 55 milhões de euros (R$ 355 milhões na cotação da época) e ‘ser caro demais’ na sua visão naquele momento.
Na época, Ferran Torres defendia o Manchester City e chegou ao time catalão cercado de muita expectativa. No entanto, ainda tímido na primeira temporada, ele foi encontrar dias melhores depois de ‘chegar no fundo do poço’ quase um ano depois.
“Eu estava em um poço sem fundo e não conseguia ver uma saída. Nunca tinha acontecido comigo. Foi nesse momento que decidi trabalhar com uma psicóloga”, explicou Ferran Torres, dando detalhes sobre o processo doloroso que viveu e a maneira que encontrou para ‘sair do buraco’.
“Perdi a confiança. Tudo estava me afetando. Consultar (um psicólogo) se tornará cada vez mais normal no futebol. Há semanas em que não vou e outras em que vou três vezes. Nem sempre falamos de futebol, também falo sobre minha vida privada”, disse.
“Tem sido doloroso, mas ao mesmo tempo foi uma das melhores experiências porque agora me sinto mais forte.”
Ferran, inclusive, afirmou que a ‘fome’ de fazer gols, colocando a situação individual acima até mesmo de uma boa atuação coletiva, o prejudicava dentro das quatro linhas. E só a reflexão sobre o momento da carreira o livrou do momento ruim emocionalmente.
“Fiquei mais obcecado em marcar gols do que em jogar bem”, acrescentou. “Queria ser um jogador que não sou. Não me importava se fazia jogos ruins, só queria marcar.”
“Sempre fui um jogador que corre para o adversário e cria. Costumo ser bom na frente do gol também, mas passei por uma fase ruim e não sabia como administrar. Agora aprendi a sair e me divertir”, concluiu.
Desde então, Ferran Torres se tornou uma peça mais importante no coletivo do Barcelona e, consequentemente, foi melhorando nos números individuais após os sete gols em cada uma das duas primeiras temporadas.
Foram 11 gols na temporada 2023/24, depois 19 gols na seguinte e terminou com 21 gols na última temporada, se tornando um dos principais atletas do estrelado time do Barcelona.
Na Espanha, Ferran Torres começou no banco e foi ganhando oportunidades aos poucos, entrando sempre na segunda etapa.
Na final contra a Argentina, foi acionado aos 62 minutos para, na prorrogação, fazer o gol que garantiu o bi da Fúria. E eternizou, assim como Andrés Iniesta, outro atleta do Barcelona, seu nome na história da seleção.
Além do título da Copa do Mundo 2026, conquistado neste domingo (18) com a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação, a seleção da Espanha ainda embolsou um belíssimo prêmio em dinheiro pago pela Fifa.
Com o triunfo na finalíssima, que foi disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a Roja faturou nada menos que US$ 50 milhões, ou R$ 255,5 milhões, na cotação atual.
A quantia é maior do que a “bolsa” paga à Argentina com a conquista da Copa-2022, no Qatar. Na ocasião, o time sul-americano levou US$ 42 milhões.
Já a Albiceleste agora amarga o vice nos Estados Unidos, mas também ganha um bom bônus: US$ 33 milhões, ou R$ 168,6 milhões.
Vencedora da disputa do 3º lugar, no último sábado (18), a Inglaterra ficou com um prêmio de US$ 29 milhões (R$ 148,2 milhões), enquanto a 4ª colocada França vai embora com US$ 27 milhões (R$ 138 milhões) nos cofres.
Vale lembrar que todos os times que jogaram o Mundial tinham um bônus de US$ 12,5 milhões (R$ 63,9 milhões) pago pela Fifa.
Desse montante, US$ 2,5 milhões (R$ 12,8 milhões) eram para ser gastos em despesas de hospedagem e logística, enquanto uso dos US$ 10 milhões (R$ 51,1 milhões) restantes ficou a critério de cada Federação nacional.
Fonte – ESPN
